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Histórico

Publicado: Segunda, 10 de Maio de 2021, 21h19 | Última atualização em Quinta, 20 de Março de 2025, 18h11 | Acessos: 1827

O nascimento dos estudos florestais na Amazônia remonta a 1866, com a criação do Museu Paraense Emílio Goeldi, voltado para o catálogo da biodiversidade e a preservação de espécies florestais e animais da região. Contudo, o foco do Museu, à época, não contemplava pesquisas com fins práticos voltados ao desenvolvimento rural, econômico e tecnológico florestal na Amazônia. Apenas 73 anos depois, próximo ao ápice do Ciclo da Borracha e no contexto da participação do Brasil como aliado na Segunda Guerra Mundial, a região de Belém foi escolhida como sede de experimentos em seringais destinados a estudos para o aumento da produção de borracha, atendendo à alta demanda bélica dos aliados. Historicamente, o atual Campus Belém da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) abrigou o primeiro experimento florestal amazônico, vinculado à criação do Instituto Agronômico do Norte (IAN), em 1939. Esse instituto deu origem à Escola de Agronomia da Amazônia (EAA) em 1945, transformada em 1972 na Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP) e, finalmente, em 2002, na UFRA. Ainda em 1972, foi criado o sexto curso de Engenharia Florestal do Brasil, o primeiro na região Norte, contando com corpo docente oriundo de instituições parceiras, como a Embrapa Amazônia Oriental (antiga CPATU), colaboração que permanece até os dias atuais.

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCF) tem suas raízes no curso de especialização em Silvicultura Tropical, implementado em 1982 pela FCAP. Em 1993, o curso foi recomendado pela CAPES com a área de concentração em Silvicultura e Manejo Florestal, formando sua primeira turma em 1994. Desde o início, o programa assumiu a missão de capacitar recursos humanos da região amazônica, formando profissionais capazes de aliar progresso socioeconômico à conservação do meio ambiente e dos recursos naturais, com ênfase no manejo florestal sustentável. Durante os primeiros doze anos, o PPGCF passou por adaptações visando melhorias acadêmicas e administrativas, além de reorganizar sua grade curricular para atender à crescente demanda por docentes permanentes no quadro da UFRA. A estrutura da própria instituição também foi fortalecida nesse período, refletindo o sucesso do programa.

Com a transformação da FCAP na UFRA, em 2002, reconheceu-se o crescimento institucional observado em estudo realizado pelo Ministério da Educação (MEC). Única universidade rural da região Norte à época, a UFRA consolidou sua missão de promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável, mantendo o equilíbrio dos ecossistemas amazônicos. Nesse contexto, o Programa de Mestrado em Ciências Florestais foi criado, sendo mantido atualmente pelo Instituto de Ciências Florestais (ICA). O programa tem passado por constantes atualizações, alinhando suas linhas de pesquisa, disciplinas e projetos ao perfil atual do corpo docente e às necessidades regionais, nacionais e internacionais. Essas iniciativas também refletem as sugestões das avaliações da CAPES, que, em 2017, destacou áreas a serem aprimoradas, como a adequação das linhas de pesquisa. Em resposta, o PPGCF promoveu melhorias significativas, obtendo nota 4 em 2021, o que viabilizou a proposta de recuperação do curso de doutorado com foco exclusivo em Ciências Florestais.

Em 19 de dezembro de 2023, o PPGCF submeteu uma proposta de novo curso de doutorado à CAPES (APCN), recebendo aprovação para retomar oficialmente o Doutorado em Ciências Florestais. Já no primeiro e segundo semestres de 2024, registrou-se uma procura recorde de candidatos, com destaque para a participação de egressos do próprio mestrado do programa, além de crescente interesse internacional. Esse avanço consolida a UFRA como referência no setor florestal, sustentada por um curso de graduação em Engenharia Florestal com 50 anos de atuação.

No quadriênio 2021-2024, o PPGCF implementou um conjunto de mudanças que otimizaram processos internos e reforçaram sua inserção na sociedade regional e internacional. Entre as ações, destacam-se a modernização do sistema de seleção de estudantes, a adoção de práticas mais eficientes de gestão e a ampliação da divulgação de suas atividades em plataformas como WhatsApp, LinkedIn, Instagram, Academia.edu e ResearchGate. Essas iniciativas resultaram em um aumento contínuo na procura pelo programa, que, desde 2022, registra números de inscritos superiores à média histórica. Atualmente, o PPGCF é o programa de pós-graduação mais procurado da UFRA, refletindo o reconhecimento de sua excelência acadêmica e seu compromisso com o desenvolvimento das Ciências Florestais na Amazônia e além.

 

Rodrigo Geroni
Coordenador pro tempore do PPGCF

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